Sobre caça às Bruxas e o Espelho

 / 12.06.2015

“Faça sua parte da melhor maneira e olhe sempre para o futuro com pensamento construtivo, tendo a certeza de que os destrutivos, acabam, no fim do dia, destruindo a si mesmos.”

É possível que você já tenha passado por isso. Você trabalha em algum lugar, desempenha alguma atividade, seja ela qual for, e faz um belo trabalho. Um dia chega a hora de seguir seu caminho e você é promovido ou muda de ares, e alguém assume seu velho lugar, muitas vezes aquele que você não quis mais.

Algumas pessoas tem receio de que a pessoa que chega seja melhor preparada, mais capaz e que acabe fazendo um trabalho melhor que o que elas fizeram. Mas na verdade, esse é o melhor dos mundos!!!! Porque quem chega, vai ser inteligente e perspicaz para continuar a partir de onde você parou e por isso é importante que quem assume seu lugar seja ou tão capaz quanto você ou no mínimo humilde para reconhecer suas limitações e aprender a lidar com elas.

Principalmente, porque o cenário oposto é desolador.

Não raro, quando pessoas mal preparadas e incapazes assumem posições que foram de outras pessoas que de alguma maneira se destacaram, inicia-se uma autêntica caça às bruxas. Essas pessoas, ao invés de tentarem conquistar seu espaço e desenvolver seu trabalho com brilho próprio (o que certamente elas não possuem), elas se concentram em tentar desconstruir aquilo que você fez. Ou seja, ao invés de construírem para o futuro, tentam destruir com olhos no passado.

E o que você pode fazer para evitar que isso aconteça?

É simples: líderes autênticos devem, desde sempre, se preocupar com a formação de seus sucessores.

Essa é uma das partes mais importantes do trabalho de um líder, e seguramente algo que eu gostaria que alguém tivesse me contado quando eu tinha vinte anos.

Se você em algum momento passou por essa situação, eu tenho algumas boas notícias pra você:

1. Tudo que é construído a partir de inveja e energia destrutiva, não dura.

Na realidade, boa parte das ações humanas podem ser analisadas sob a perspectiva do espelho. Ou seja, cada um de nós enxerga o mundo de acordo com nossa própria ótica, que é moldada pelos nossos valores e pela nossa forma de agir. Quem age cheio de desconfiança, enxerga o mundo, de maneira inconsciente, com uma lógica baseada em uma premissa como “se eu não sou digno de confiança, o mundo não é digno de confiança”.

2. Quem trabalha com os olhos no passado esquece de cuidar do presente.

E a dinâmica das organizações e instituições é implacável e antes que você perceba, o ambiente vai cobrar o preço da inoperância e incompetência dessa liderança destrutiva;

3. E o melhor da história: quem age buscando esqueletos nos armários (que seguramente não estão lá), o faz porque deve ter seu próprio armário cheio de esqueletos.

E sempre, de uma maneira ou de outra, na hora certa esses esqueletos começam a despencar de lá, a verdade vem a tona, e aí, o castelo de areia desmorona.

Se preocupe sempre apenas com o que está ao seu alcance.

Você não terá como interferir na índole das pessoas e nas ações decorrentes dessa índole.

Faça sua parte da melhor maneira e olhe sempre para o futuro com pensamento construtivo, tendo a certeza de que os destrutivos, acabam, no fim do dia, destruindo a si mesmos.

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Allan Costa
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