O que está acontecendo com as ações de tecnologia?

 / 09.08.2022

O mercado odeia incertezas. E talvez estejamos vivendo um dos momentos mais incertos desde a Guerra Fria.

Muitas das empresas de tecnologia que dominaram portfólios e prosperaram durante a maior parte da última década viram suas ações despencaram em 2022. Nem as FAANG, acrônimo que reúne algumas das empresas de tecnologia mais valiosas e influentes do mundo, escaparam: Facebook (agora Meta), Amazon, Apple, Netflix e Google (Alphabet).

Outras empresas de tecnologia, antes queridinhas do mercado, como Robinhood, Rivian, Zoom e Peloton também tiveram quedas bruscas. Aqui no Brasil não foi diferente. VTEX, Méliuz, Multilaser, Enjoei, dentre outras, chegaram a cair quase 90% em relação ao preço de pós-IPO. Além dos preços das ações, temos visto lá fora e aqui uma série de demissões em massa.

Muitos estão perplexos com essa queda nas empresas de tecnologia. Das preocupações com a recessão ao aumento das taxas de juros, tudo parece bastante incerto daqui para frente.

As empresas de tecnologia, assim como empresas de diversos outros setores, foram atingidas por uma série de dificuldades advindas do cenário macroeconômico: a crise na Ucrânia, COVID-19, problemas nas cadeias de suprimentos globais, inflação, e outras. Os investidores também estão apreensivos com a possibilidade de uma recessão vinda dos Estados Unidos.

Com taxas de juros lá em cima em todo o mundo, fica mais difícil convencer investidores a alocar seus recursos em empresas de tecnologia, tradicionalmente mais arriscadas. Além disso, por quase uma década, o lucro foi quase um bônus para muitas destas empresas.

Esta Era agora acabou. Os investidores estão muito mais cuidadosos em colocar dinheiro em companhias que ainda não dão lucro.

Ninguém sabe quanto tempo isso irá durar.

A guerra na Ucrânia pode cessar em breve, a COVID-19 ser controlada de vez e a liquidez voltar ao mercado. Ou tudo isso pode demorar muito mais tempo para acontecer e criar uma bola de neve. Na última semana, discussões sobre os Estados Unidos estarem ou não entrando numa recessão começaram a ficar mais aparentes.

O mercado odeia incertezas. E talvez estejamos vivendo um dos momentos mais incertos desde a Guerra Fria. Agora, contudo, em um mundo interconectado, estas incertezas são amplificadas.

Podemos demorar para ver uma recuperação nas ações de empresas de tecnologia e demorar para ver aquela festa de IPOs e liquidez que vimos durante anos. Contudo, momentos como estes são importantes para que o mercado como um todo se fortaleça e possamos aprender com os erros.

Lembre-se sempre que a economia é cíclica. E que, como sempre, essa tempestade também irá passar. E quando passar, quem se posicionou de forma inteligente agora é que aproveitará as melhores oportunidades.

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Allan Costa
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