Metaverso: o quão longe estamos e o que precisamos para chegar lá

 / 02.03.2022

Metaverso virou uma das palavras da moda ao longo dos últimos meses, principalmente depois que Mark Zuckerberg anunciou a mudança do nome do grupo Facebook para Meta e revelou o novo posicionamento da empresa.

Ficam, então, várias questões: o que é, afinal, esse tal de Metaverso? É realmente o futuro da internet ou não passa de um hype? E o quão longe estamos dele?

O primeiro ponto é entender que não existe apenas uma definição de Metaverso.

Hoje, ele é muito mais um conceito abstrato do que qualquer outra coisa. É como tentar dizer, com precisão, o que a internet era – ou se tornaria – em 1994. Na minha visão, o Metaverso representa, sim, o próximo passo da internet, embora ainda não possamos dizer com certeza como ele será.

Entendo que o Metaverso é uma junção da internet que temos hoje com novas tecnologias e dispositivos: blockchain, tokens, realidade virtual, realidade aumentada e outras.

E sim, existe muito hype em torno do Metaverso agora.

Como já mencionei em outros contextos, quando temos novos paradigmas tecnológicos temos também muita confusão e muitas oportunidades. E, não por acaso, temos visto muitas empresas lançando experimentos no Metaverso.

Esses são os primeiros passos de muitas dessas companhias e, em alguns casos, são mais uma jogada de marketing do que qualquer outra coisa. Nada de errado com isso, é claro, tudo depende da estratégia da companhia em relação a mais essa nova tecnologia.

A chegada do Metaverso, podemos dizer, será parecida com a internet comercial.

A partir dos anos 90, inovadores de todo o mundo começaram a construir diferentes aplicações para a nova rede. Isso foi trazendo novos usuários com o passar dos anos e novas empresas foram criadas para resolver os mais diferentes problemas usando esta nova tecnologia que nascia. Com o Metaverso, é provável que vejamos algo parecido.

Não podemos nos esquecer que ainda temos grandes desafios de infraestrutura. Hoje, óculos de realidade virtual, por exemplo, têm preços proibitivos para boa parte da população mundial. Boa parte dos ambientes digitais que se autodenominam como metaversos demandam conexões rápidas e só podem ser acessados por desktop.

Diante desse tipo de desafio, eu diria que ainda estamos a alguns anos da adoção em massa do metaverso. Mas acredito também que essa adoção pode ser muito mais rápida do que muitas pessoas acreditam.

Algumas das mentes mais brilhantes e algumas das empresas mais relevantes da atualidade tem focado em construir aplicações e infraestrutura para o metaverso.

A Amazon, por exemplo, anunciou recentemente vagas de produto e engenharia focadas no metaverso.

Sabemos exatamente como isso irá se desenvolver? Não, é impossível dizer. Mas diante de tantos talentos – e dinheiro – focados em desenvolver esta nova internet, podemos dizer que esse futuro pode chegar muito rápido. E pegar bastante gente de surpresa.

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Allan Costa
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