Essa tal Competitividade

 / 04.06.2015

“A estrada da competitividade não passa obrigatoriamente por soluções mirabolantes e dispendiosas. Muitas vezes, as melhores idéias decorrem justamente das perguntas mais simples e que, por conseguinte, geram respostas igualmente simples.”

Um dos temas mais discutidos no mundo empresarial é a famosa competitividade. Ela está nas revistas, nos livros, nos jornais, nas palestras e em tudo que cerca o ambiente das empresas no Brasil e no mundo. Mas afinal de contas, o que torna uma empresa competitiva? Como entender e aplicar no universo das Micro e Pequenas Empresas este conceito, ao mesmo tempo tão amplo e tão subjetivo?

Comecemos entendendo que o que torna de fato uma empresa competitiva é sua capacidade de ser única, de se diferenciar da concorrência. Esta diferenciação pode ser percebida de várias formas. Por exemplo, uma empresa pode ser competitiva porque pratica um preço inferior ao da concorrência (sem que isso implique em menor qualidade); porque presta um serviço diferenciado; porque possui uma rede de distribuição imbatível; ou porque seu produto apresenta características reconhecidas como únicas pelos seus clientes. Em outras palavras, uma empresa verdadeiramente competitiva tem diferenciais decorrentes de um ou mais fatores que a colocam em condições de enfrentar com maior probabilidade de sucesso as demais empresas no seu mercado.

Feito este raciocínio, fica a pergunta: quais os caminhos para elevar a competitividade dos pequenos negócios? A resposta a esta questão passa necessariamente por uma mudança do modelo mental muitas vezes predominante, que preconiza a necessidade de altos investimentos como condição necessária e inegociável para tornar uma empresa competitiva. Este raciocínio é obsoleto, pois exclui da equação o fato concreto de que, muitas vezes, imaginação, criatividade e velocidade tornam-se ativos muito mais relevantes do que o capital. E são justamente estes fatores que, somados a uma atitude pró-ativa do empreendedor, podem fazer a diferença.

Leonardo Da Vinci, o gênio renascentista, dizia que “o máximo da sofisticação é a simplicidade”. Por trás desta singela frase esconde-se a resposta para muitos dos problemas e dificuldades que tipicamente afligem nossos empreendedores. A estrada da competitividade não passa obrigatoriamente por soluções mirabolantes e dispendiosas. Muitas vezes, as melhores idéias decorrem justamente das perguntas mais simples e que, por conseguinte, geram respostas igualmente simples. O que faz a diferença para o seu cliente? O que levará um potencial cliente a escolher a sua empresa, e não a do concorrente? Que fatores incentivarão o seu cliente a desenvolver um relacionamento de longo prazo com a sua empresa? O que você pode oferecer ao seu cliente que ninguém mais oferece? Em suma, o que a sua empresa faz de diferente? Estas perguntas triviais na maioria das vezes levam a respostas que podem fazer toda a diferença no sucesso de um empreendimento. Em última análise, podem ser a porta de acesso para um processo de diferenciação e criação de vantagens competitivas que, na essência, é exatamente o que define o nível de competitividade de uma empresa.

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Allan Costa
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