A importância de se ler os clássicos

 / 19.01.2021

Um clássico não é apenas algo que fez sucesso em gerações anteriores, mas algo que sobreviveu ao teste do tempo e se manteve relevante com o passar dos anos.

Sou um grande fã de livros. Essa é uma das minhas formas favoritas de adquirir novos conhecimentos e reflexões, embora eu consuma também muito conteúdo em vídeo e vários podcasts.

Assim como todos os outros formatos de mídia, os livros também ganharam um nível de escala e produção inimaginável em décadas anteriores. Nunca foi tão fácil escrever e publicar um livro, utilizando, por exemplo, plataformas independentes ou de self-publishing.

Todos os dias milhares e milhares de novos títulos são lançados. No mundo dos negócios então, somos bombardeados com publicações a todo momento. Escolha uma área – gestão, liderança, financeiro, marketing, vendas, tecnologias, estratégia – e você terá milhões de títulos disponíveis.

Com isso, temos também novas teorias sendo concebidas e lançadas a cada dia. Nada contra elas. Eu, inclusive, estou sempre criando novas ideias e tentando transformá-las em algo significativo.

Proponho, contudo, um equilíbrio. Ler sobre novas teorias é, sem dúvidas, fascinante. Mas, nenhuma delas passou pelo teste do tempo. E por isso é tão importante, também, ler os clássicos.

Me lembro sempre de uma frase que li há alguns bons anos: “Se é um clássico, existe um porquê”. Isso se aplica a tudo, não apenas a livros. Um clássico não é apenas algo que fez sucesso em gerações anteriores, mas algo que sobreviveu ao teste do tempo e se manteve relevante com o passar dos anos.

É normal nos sentirmos fascinados por novos conceitos, novas teorias e novos cases. Ficamos empolgados por dominar e colocar em prática essas novidades, certo? Porém, existe uma miopia quando levamos em conta apenas aquilo que acreditamos ser novo, sem estudarmos e refletirmos sobre toda a bagagem de conhecimento que foi construída ao longo de décadas.

E daí vem a importância de se ler não apenas as últimas publicações e best-sellers, as novas teorias de gestão e os novos termos da moda do marketing, mas também aqueles livros lançados há 30, 40 ou mais de 50 anos e que permanecem relevantes e sendo discutidos.

De qualquer forma, é bem provável que boa parte dos pontos debatidos pelas novas teorias tenham bebido dessas fontes.

Um exemplo é o clássico Como fazer amigos e influenciar pessoas, publicado em 1936 por Dale Carnegie, que tem muito a ensinar. Os tópicos discutidos pelo autor são tão relevantes quanto qualquer livro sobre liderança e gestão lançado no ano passado.

Obviamente, novas tecnologias e novas ferramentas surgem a todo momento e, claro, os clássicos serão capazes de fornecer ensinamentos e reflexões limitadas sobre esses temas. Mesmo assim, lembre-se sempre da máxima: “Se é um clássico, existe um porquê”.

Um clássico sobreviveu a diversas gerações, países, idiomas, contextos e épocas. Um clássico sobreviveu ao maior julgador que existe: o tempo.

Quais clássicos você quer ler esse ano?

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Allan Costa
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