A Aventura Empreendedora

 / 04.06.2015

“O êxito é conseqüência de trabalho árduo, preparo e um eficiente processo de gestão.”

Cristopher McCandless foi um jovem norte-americano, filho de um engenheiro da Nasa e criado dentro dos melhores costumes e padrões da típica família americana de classe média. Após se graduar na Universidade, decidiu deixar seu passado e suas referências para trás e tornar-se um andarilho. Sua história, contada no livro “Na Natureza Selvagem” e transformada em filme recentemente, tem seu ponto culminante em uma grande “aventura” empreendida por Cristopher no Alasca, onde ele pretendia viver em isolamento e a partir dos recursos que a natureza lhe oferecesse. Infelizmente, a história termina de forma trágica, com a morte do jovem por congelamento e inanição dentro de um ônibus abandonado.

Do outro lado da moeda, temos histórias e mais histórias de aventuras bem-sucedidas. Nomes como Amyr Klink, Waldemar Niclevicz e Família Schurmann, pra ficar apenas nos exemplos mais conhecidos e brasileiros, habitam o imaginário popular ocupando posição de destaque no Olimpo dos grandes aventureiros.

Mas o que estas histórias têm a ver com a atividade empreendedora? Mais do que imaginamos! Com freqüência nos deparamos com comentários que comparam a atividade empreendedora a uma aventura. Em especial num país como o Brasil, em que a atividade empresarial é cercada por um conjunto de dificuldades e adversidades de toda ordem e que dificultam o desenvolvimento de uma empresa nascente – apesar dos avanços e importantes conquistas já obtidos com a Lei Geral da Micro e da Pequena Empresa -, esse tipo de afirmação repercute com incrível facilidade.

O termo “aventura” é freqüentemente associado a empreitadas que envolvem alto risco e total imprevisibilidade. E, em geral, quando alguém fala ou escreve que abrir um pequeno negócio é uma verdadeira aventura, está associando a atividade empreendedora a um evento arriscado em que existe grande dependência de fatores como sorte. Isto é verdade. Mas ainda mais verdadeiro é o fato de que grandes realizações não são fruto do acaso. Elas são fruto de um exaustivo processo de preparação. São decorrência de um planejamento apurado, de estudos e levantamos prévios, de análise das condições e das adversidades que poderão ser encontradas pelo caminho. E, este preparo e planejamento, somado ao espírito empreendedor daqueles que empreendem, constituem o fator determinante para o sucesso.

Precisamos desesperadamente de aventureiros no universo dos pequenos empreendimentos. Mas aventureiros que fujam do improviso e despreparo de McCandless e que busquem inspiração nos modelos vencedores de Klink, Niclevicz e dos Schurmann. O êxito é conseqüência de trabalho árduo, preparo e um eficiente processo de gestão. E quando obtido, é sempre recompensador.

Boa jornada!

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Allan Costa
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