3 segredos para não errar na escolha dos seus sócios

 / 28.07.2020

Depois que você encontra o parceiro de negócios certo, o relacionamento se transforma em algo parecido com um casamento. Porque há semelhanças notáveis no que é preciso para manter a relação saudável em um matrimônio e em uma sociedade.

Se for uma boa parceria, você terá um nível profundo de confiança e o conhecimento sobre os objetivos e valores da outra parte. E os dois lados estarão comprometidos na construção de algo juntos a longo prazo.

Não existe um caminho definitivo a ser seguido que mostrará se duas ou mais pessoas devem ou não se associar, mas um dos principais aprendizados que tive com as minhas experiências na construção de vários negócios é a importância de todos os parceiros terem uma mentalidade aberta e estável.

Embora queiram construir negócios pensando no futuro, muitos empreendedores, na hora de escolher seus sócios, acabam tomando o caminho mais fácil ou mais curto, o que deturpa a visão de longo prazo.

Isso pode acontecer de diversas maneiras.

No universo das startups, por exemplo, é escolher um sócio técnico simplesmente sabe programar, ainda que ele não possua nenhuma sinergia, nem os mesmos valores que você.

Em outros contextos, isso pode significar escolher um sócio simplesmente porque ele tem dinheiro. Ou porque é um membro da família.

Esse tipo de decisão, sem passar por um grande filtro, pode ser desastrosa.

A base de uma grande sociedade, como aquelas que vemos funcionar tão bem como a de Charlie Munger e Warren Buffett, da gigante norte-americana Berkshire Hathaway, ou a do trio brasileiro Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles, da 3G Capital, é formada por três grandes pilares: complementaridade, princípios e ausência de disputas de ego.

A complementaridade se refere a ter perfis complementares de habilidades e conhecimentos.

No exemplo brasileiro, Lemann possui tradicionalmente um perfil muito mais estratégico, enquanto Beto e Marcel são mais executores. São perfis complementares, que perseguem os mesmos princípios claros.

Por fim, na meu último blog post comentei sobre os perigos do ego e como ele deveria ser uma métrica a ser observada por todo gestor. Em uma sociedade, disputas de ego tiram o foco do negócio e destroem as relações.

Por isso é tão importante que os sócios enxerguem aquilo que estão tentando construir. Para isso, a sociedade deve ser baseada em confiança, que deve crescer com o passar do tempo.

Se você está fazendo negócios com alguém durante 5, 10 ou 30 anos, vocês provavelmente já se conhecem tão bem que possuem um processo decisório bem definido.

A confiança é tamanha que a fricção diminui e tudo flui muito mais rápido e mais naturalmente. E no mundo dos negócios, decisões rápidas e assertivas podem representar ganhos imensos.

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Allan Costa
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